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A interface entre a saúde pública e a ambiental foi objeto do último Seminário de Pesquisa do Programa de Pós-graduação da Fundacentro, neste ano. A apresentação foi da doutora em Geografia Física e Livre-Docente da Faculdade de Saúde Pública, Helena Ribeiro. Segundo ela, para compreender como os temas estão interligados, necessário fazer um histórico aprofundado sobre as discussões iniciais em torno de conceitos e como se deu a evolução histórica da relação saúde/ambiente e práticas de saúde ambiental.

Remonta de Hipócrates, a ideia de que as doenças eram consequências das condições locais. Na linha do tempo, um pouco mais à frente, Roma difunde as concepções gregas de sanitarismo. Nos séculos 6 e 7, mais de 40% da população europeia é acometida pela peste bubônica, vindo a se espalhar pela África, Arábia e Europa. Já na Idade Média, surgem epidemias e não há governo centralizado, caracterizando a instabilidade social, contribuindo para as epidemias. Nesse período, a ênfase era dada às questões espirituais e a crença ao sobrenatural. Foi nos séculos XVI e XII que o Renascimento traz as ideias gregas e romanas antes implementadas. Na análise da especialista, é nesse período que se retoma a prática sanitária.

Ribeiro destaca que, após o Renascimento, cresce a industrialização e urbanização e o avanço dos ambientes insalubres. Mas é também nesse período que de acordo com a professora, tem inicio o registro das doenças que vieram mais adiante a contribuir para o entendimento das doenças endêmicas e epidêmicas.

Em 1833, começam a surgir as preocupações com a classe trabalhadora, em especial na França e Inglaterra. Em 1861 com o desenvolvimento da teoria dos germes, a pesquisa do cientista francês Louis Pasteur pôde correlacionar o sintoma com a patologia clinica.

Para a professora, há uma confluência nas linhas de pensamento especialmente nos séculos XIX e metade do século XX. Com a descoberta do cólera, tuberculose, progressos da bacteriologia, controle de doenças infecciosas, transição epidemiológica e diminuição da mortalidade, a preocupação passa a ser a re-valorização dos fatores ambientais.

Saúde ambiental x saúde pública

Foi no início do século XXI que surge uma sinergia entre a saúde ambiental e a saúde pública. Na década de 70 foram criados os órgãos ambientais e a saúde é vista como um direito humano, tendo como base as políticas públicas e a ética.

Na avaliação da pesquisadora, tem havido uma melhor conscientização da população brasileira quanto à qualidade do ambiente, mas segunda ela, os problemas ainda estão associados aos serviços de saneamento e industrialização.

Em 1998 era criada a Política Nacional de Saúde Ambiental. Já em 2003, o Ministério da Saúde criava a Secretaria de Vigilância em Saúde. Em 2007 houve a criação do Sistema Nacional de Vigilância Ambiental em Saúde (SINVAS), como parte do SUS, que tem como objetivo prevenir e controlar fatores de risco de doenças.

Determinantes sociais

Para a pesquisadora, embora a transparência exerça um papel importante para as questões de divulgação de problemas ambientais, há que se considerar os determinantes sociais da saúde e como o governo poderá encontrar soluções para lidar com essas questões.

Os determinantes sociais são aqueles de causas sociais, econômicas e políticas que fazem parte de um contexto estrutural socioeconômico e político da sociedade. “Existem pontos difíceis e não palatáveis para os governos em lidar com esses determinantes”, enfatiza Ribeiro.

A professora finalizou a palestra observando que há muitas visões no mundo que se contrapõem com relação às questões de saúde. Entretanto, hoje em dia mais atenção é dada às doenças não transmissíveis e às condições mentais. Informações da Fundacentro.

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