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Associação Paulista de Engenheiros de Segurança do Trabalho - APAEST

Rua Genebra, 25 • CEP 01316-901 • São Paulo • SP • Tel: (11) 3113-2609

Santos, novembro de 2011 - Ano I - Nº 004

Entrevista
A devastação ambiental das petrolíferas estrangeiras 


foto18O presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet) e vice do Clube de Engenharia, Fernando Siqueira, falou com a Apaest sobre o acidente envolvendo a petrolífera dos Estados Unidos, Chevron, na Bacia de Campos (Rio de Janeiro), descoberto a partir do dia 8 de novembro último.

Apaest – O que de fato aconteceu no caso do vazamento de óleo da Chevron? 
Fernando Siqueira –
 Tudo indica que ocorreram erros por parte da Chevron e da empresa perfuradora. Eles tiveram um kick de pressão, o que indica erro na perfuração; pode ser falta de revestimento do poço até a entrada do reservatório ou dimensionamento errado da densidade da lama de perfuração. Essa lama é injetada pelo tubo de perfuração e retorna pelo tubo externo. Ela tem várias funções, tais como: refrigerar a broca, trazer material deslocado pela broca, equilibrar a pressão do poço para ele não desmoronar e equilibrar a pressão quando o reservatório é perfurado. Pode ter havido uma falha como uma densidade menor da lama e, quando se atingiu o reservatório a pressão foi maior do que o peso da lama (o presidente da Chevron na única informação que deu, informou que seus engenheiros subestimaram a pressão do reservatório). Ao que parece, ao tentar corrigir o erro, os operadores injetaram lama mais pesada para corrigir esse problema. Só que injetaram com uma pressão maior do que a adequada, causando a fratura do invólucro impermeável do reservatório. 


Apaest – Era uma tragédia anunciada?

Fernando Siqueira – Não diria que era uma tragédia anunciada, mas há alguns fatos que comprometem a Chevron: segundo o Wall Street Journal, essa plataforma é obsoleta e estava funcionando como hotel flutuante no Mar do Norte. Foi adaptada para essa perfuração e cobra a diária de US$ 315.000. Uma plataforma para essa profundidade, moderna, adequada, obra em torno de US$ 700.000 por dia.

Apaest – Falta engenharia de segurança no planejamento das petrolíferas que exploram petróleo no País? É o caso, também, da Petrobras? 

foto19Fernando Siqueira – Acho que a Petrobrás tem melhores exigências de requisitos de segurança. Ela já perfurou mais de 20 poços em águas ultra-profundas (só na área central do pré-sal foram mais de 15 poços) e tem tido uma desempenho muito bom. A empresa tem uma preocupação muito grande com a segurança e o meio ambiente. Um exemplo disto foi a fase dos contratos de risco. Na Amazônia, enquanto a Petrobrás tinha viveiros com mudas nativas para restaurar qualquer clareira que abrisse, as empresas do cartel deixaram uma verdadeira devastação. Não é só no Brasil. A Shell destruiu o meio ambiente da Nigéria e patrocinou o assassinato de oito poetas que denunciaram a devastação da terra agricultável do povo Ogoni. A Chevron está em processo de multa pesada no Equador por devastação ambiental. A Exxon fez um estrago no Ártico com o petroleiro Edson Valdez e colocou a culpa numa empresa laranja. Elas não respeitam o meio ambiente nos países em desenvolvimento.


Apaest – Podemos dizer que houve imperícia por parte da Chevron e negligência por parte da ANP?


Fernando Siqueira – Sim. As duas coisas. A Chevron errou várias vezes e a ANP ficou perdida, incompetente. Ao invés de investigar o acidente, se ateve a dar declarações de impacto, mas sem providências objetivas. Não sabe até hoje o que realmente aconteceu. A Chevron teve a ousadia de editar o filme do acidente e enviar para ela. Um desrespeito. A função, hoje, da ANP é fiscalizar essas operações.

* Para ver vídeo sobre a história da Chevron, clique aqui

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Legislação profissional: NR da Indústria Naval

Com a reativação da indústria naval brasileira, nada mais oportuno do que conhecer melhor a Norma Regulamentadora 34, que trata das Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e Reparação Naval, publicada no dia 20 de janeiro último. Clique aqui e leia a NR na íntegra.

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Entrega do navio Celso Furtado pelo Estaleiro Mauá, no dia 25 último, no Rio de Janeiro. É a primeira embarcação entregue por um estaleiro brasileiro ao Sistema Petrobras desde 1997. Sua construção faz parte do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). 


Informe-se
Engenharia no trânsito

Gley Rosa, engenheiro de segurança do trabalho, diretor da Apaest e do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp), observa que a CET de São Paulo iniciou uma campanha de orientação para evitar a ocorrência de acidentes fatais nas ruas da Capital. Aos pedestres, para atravessarem as vias nas faixas destinadas a eles; aos motoristas, para respeitarem os que estão a pé e parar os veículos ao identificar pessoas prestes a utilizar a faixa específica para travessia. Os pedestres só têm a ganhar com essa medida, diz ele, pois atravessando nas faixas de segurança correrão menos riscos de atropelamento e o tempo que gastarem para ir até a faixa mais próxima será compensado pela facilidade de atravessar no local correto.

No entanto, Rosa, apresenta algumas medidas que devem ser implantadas para que a campanha seja vitoriosa:

• Multar os motoristas que desrespeitarem a travessia dos pedestres nas faixas de segurança.
• Orientar constantemente os pedestres quanto a sua prioridade nas faixas de segurança em que não há semáforos, pois quando esses existem a prioridade é estabelecida pela indicação da luz verde.
• Apesar de a CET/SP ter em seu quadro na área de Gerência de Segurança no Trânsito e na de Sinalização pessoal competente, torna-se necessária a participação de um engenheiro de segurança na equipe para identificar riscos que os demais profissionais não estão habituados a observar. Cito como exemplo faixas que são colocadas em curvas ou descidas, que não permitem aos motoristas tempo suficiente para parar e dar passagem aos pedestres ou que não proporcionam a devida segurança a quem está atravessando por não ter a adequada visibilidade dos carros que passam ao lado do que corretamente parou e lhe deu a passagem. Em alguns casos são necessários gradis que impeçam a travessia de pedestres afoitos, colocando-se a faixa sempre na reta, alguns metros além da curva ou da descida. Além desses exemplos, outras situações necessitam do conhecimento especializado de um engenheiro de segurança e não há demérito aos projetistas de sinalização viária em ter esse profissional em sua equipe, pois a sua contribuição só trará benefícios e resultados mais satisfatórios.
• Não só os motoristas e pedestres devem ser conscientizados, os motociclistas também têm que saber qual a sua responsabilidade. Muitas vezes os carros param na faixa de segurança, mas esses, por desrespeito ou desconhecimento, passam entre os automóveis parados, pondo em risco o pedestre que estava atravessando corretamente a via.

Para ler o artigo completo clique aqui.
Para ver a campanha da faixa de pedestre de São Paulo, clique aqui. 


Informativo da Apaest - Associação Paulista de Engenheiros de Segurança do Trabalho. 
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ...........Site: www.apaest.org.br/portal
Jornalista: Rosangela Ribeiro Gil (MTb 15971))..........Editoração: Carlos Roberto Cordeiro

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Marco Regulatório

Nossa Missão

A APAEST atua na defesa de seus associados, fortalecendo a engenharia de segurança do trabalho, promovendo o desenvolvimento sustentável na comunidade, incluindo a melhoria das condições de trabalho e a preservação do meio ambiente e da integridade física dos trabalhadores.

Nossa Visão - Promover ambientes de trabalho seguros, utilizando técnicas de engenharia de segurança nos projetos de engenharia.